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O Telefone Preto 2 abre o Halloween com força e revive o terror clássico da Blumhouse

Fundador da Arena Geek, redator e entusiasta de cultura pop, tecnologia e storytelling digital. Apaixonado por minha esposa, extremamente fã da Trilogia Poderoso Chefão e de (quase) todos os filmes de Rocky Balboa.

O telefone tocou de novo — e o público atendeu.
O Telefone Preto 2, sequência do sucesso de 2022 dirigido por Scott Derrickson, começou sua corrida nas bilheterias americanas com US$ 2,6 milhões em sessões antecipadas, sinalizando uma abertura sólida entre US$ 20 e 30 milhões.
A estreia, impulsionada pelo selo da Blumhouse e distribuída pela Universal Pictures, marca o retorno de um terror de atmosfera sombria e ritmo clássico em plena era dos sustos fáceis.

Mais que um novo capítulo, O Telefone Preto 2 representa o reencontro de Derrickson com o que o consagrou: o medo cotidiano, o silêncio carregado e a sensação de que o terror ainda pode ser inteligente.

As prévias que gritaram alto

Os números de pré-estreia surpreenderam até os analistas mais otimistas.
O Hollywood Reporter e o Deadline confirmaram US$ 2,6 milhões arrecadados apenas nas exibições antecipadas, superando títulos recentes como Smile 2 e The Nun 2. O dado coloca Black Phone 2 como a aposta mais promissora do mês de outubro, período historicamente dominado pela Blumhouse.

O estúdio construiu essa vantagem com uma estratégia simples: lançar terrores autorais em datas de alto valor simbólico. E Halloween é seu palco ideal.
Jason Blum já havia testado a fórmula com Insidious 5 e The Exorcist: Believer, mas é o retorno do “telefone preto” que parece ter capturado de novo a atenção do público.

Elenco de Black Phone 2 durante pré-estreia nos EUA
Pré-estreia de O Telefone Preto 2 em Los Angeles — Universal Pictures / Divulgação

O retorno de Scott Derrickson

Depois de Doutor Estranho, Derrickson saiu do circuito de super-heróis para reconectar-se com o gênero que entende como poucos.
Em O Telefone Preto (2022), transformou um conto de Joe Hill em um estudo sobre trauma e infância violenta.
Agora, volta com a mesma equipe — inclusive o roteirista C. Robert Cargill — e amplia a história sem depender de pirotecnia.

Não é sobre sustos, é sobre o que o medo faz com você.”Scott Derrickson, ao THR.

Essa frase resume o que diferencia O Telefone Preto 2: um terror que prefere a tensão psicológica ao grito.
O diretor filma com olhar de quem entende o silêncio como ferramenta narrativa — cada pausa é um lembrete de que a ameaça nunca desapareceu.

A arte do medo calculado

Nos últimos anos, o terror hollywoodiano se dividiu entre o pós-horror filosófico e os sustos instantâneos.
Derrickson tenta unir os dois mundos: cria uma experiência acessível, mas carregada de textura e significado.
A estética de O Telefone Preto 2 reforça isso — paleta fria, ruídos abafados e um design sonoro que transforma cada toque de telefone em agonia pura.

O filme também revisita a figura de The Grabber, vivido novamente por Ethan Hawke.
Com máscara redesenhada e presença quase espectral, ele simboliza o tipo de vilão que Blumhouse sabe vender: reconhecível, assustador e irresistivelmente humano.

Ethan Hawke como The Grabber em O Telefone Preto 2
Ethan Hawke como The Grabber em O Telefone Preto 2.

O marketing do medo

A campanha de Telefone Preto 2 manteve o suspense até o fim.
Nada de trailers longos ou clipes reveladores: apenas teasers curtos e outdoors com o telefone pendurado, lembrando que o medo é mais eficaz quando é sugerido.
Nas redes, hashtags como #BlackPhone2 e #TheGrabber dominaram o X (Twitter) durante as prévias, enquanto influenciadores de cinema e terror no TikTok ajudaram a transformar o lançamento em evento.

A força da Blumhouse e os números do medo

A produtora de Jason Blum consolidou um modelo que mistura eficiência industrial e assinatura autoral.
Filmes como Get Out, Sinister e o próprio Black Phone custaram menos de US$ 20 milhões e renderam múltiplos dessa cifra.
Com Black Phone 2, o estúdio busca reafirmar o poder de um terror de conceito simples e execução de luxo.
A projeção é que o longa ultrapasse facilmente os US$ 25 milhões no fim de semana de estreia, com margem para alcançar US$ 100 milhões globais.

O Brasil e a nova onda do terror popular

A Universal ainda não confirmou a data oficial por aqui, mas o lançamento deve ocorrer entre 24 e 31 de outubro.
A escolha não é casual: o público brasileiro de terror vem crescendo de forma consistente.
Nos últimos três anos, filmes como Terrifier 2 e O Exorcista do Papa mostraram que existe demanda local por experiências de medo coletivo — algo que O Telefone Preto 2 parece entender perfeitamente.

Nosso Veredito

A sequência não busca reinventar a roda — e esse é seu maior acerto.
Derrickson entrega um filme de terror artesanal, sólido e consciente de sua própria simplicidade.
A Blumhouse, por sua vez, reafirma sua identidade como o estúdio que transformou o medo em entretenimento popular sem perder elegância.

Nesta sequência de O Telefone Preto, o horror não vem do sangue, mas do eco que fica quando a ligação termina.
É sobre como o passado volta a tocar — e ninguém pode ignorar o som.

Conclusão

O retorno de Scott Derrickson mostra que a Blumhouse ainda detém o instinto para entregar entretenimento de qualidade.
O Telefone Preto 2 abre o Halloween com força, revivendo um tipo de terror que assusta sem se explicar demais.
A bilheteria inicial é só um sinal do que o filme representa: a confirmação de que o gênero segue vivo — e ainda tem voz para ser ouvida no meio da noite.

Fontes & Referências

    O Telefone Preto 2 abre o Halloween com força e revive o terror clássico da Blumhouse

    O telefone tocou de novo — e o público atendeu.
    O Telefone Preto 2, sequência do sucesso de 2022 dirigido por Scott Derrickson, começou sua corrida nas bilheterias americanas com US$ 2,6 milhões em sessões antecipadas, sinalizando uma abertura sólida entre US$ 20 e 30 milhões.
    A estreia, impulsionada pelo selo da Blumhouse e distribuída pela Universal Pictures, marca o retorno de um terror de atmosfera sombria e ritmo clássico em plena era dos sustos fáceis.

    Mais que um novo capítulo, O Telefone Preto 2 representa o reencontro de Derrickson com o que o consagrou: o medo cotidiano, o silêncio carregado e a sensação de que o terror ainda pode ser inteligente.

    As prévias que gritaram alto

    Os números de pré-estreia surpreenderam até os analistas mais otimistas.
    O Hollywood Reporter e o Deadline confirmaram US$ 2,6 milhões arrecadados apenas nas exibições antecipadas, superando títulos recentes como Smile 2 e The Nun 2. O dado coloca Black Phone 2 como a aposta mais promissora do mês de outubro, período historicamente dominado pela Blumhouse.

    O estúdio construiu essa vantagem com uma estratégia simples: lançar terrores autorais em datas de alto valor simbólico. E Halloween é seu palco ideal.
    Jason Blum já havia testado a fórmula com Insidious 5 e The Exorcist: Believer, mas é o retorno do “telefone preto” que parece ter capturado de novo a atenção do público.

    Elenco de Black Phone 2 durante pré-estreia nos EUA
    Pré-estreia de O Telefone Preto 2 em Los Angeles — Universal Pictures / Divulgação

    O retorno de Scott Derrickson

    Depois de Doutor Estranho, Derrickson saiu do circuito de super-heróis para reconectar-se com o gênero que entende como poucos.
    Em O Telefone Preto (2022), transformou um conto de Joe Hill em um estudo sobre trauma e infância violenta.
    Agora, volta com a mesma equipe — inclusive o roteirista C. Robert Cargill — e amplia a história sem depender de pirotecnia.

    Não é sobre sustos, é sobre o que o medo faz com você.”Scott Derrickson, ao THR.

    Essa frase resume o que diferencia O Telefone Preto 2: um terror que prefere a tensão psicológica ao grito.
    O diretor filma com olhar de quem entende o silêncio como ferramenta narrativa — cada pausa é um lembrete de que a ameaça nunca desapareceu.

    A arte do medo calculado

    Nos últimos anos, o terror hollywoodiano se dividiu entre o pós-horror filosófico e os sustos instantâneos.
    Derrickson tenta unir os dois mundos: cria uma experiência acessível, mas carregada de textura e significado.
    A estética de O Telefone Preto 2 reforça isso — paleta fria, ruídos abafados e um design sonoro que transforma cada toque de telefone em agonia pura.

    O filme também revisita a figura de The Grabber, vivido novamente por Ethan Hawke.
    Com máscara redesenhada e presença quase espectral, ele simboliza o tipo de vilão que Blumhouse sabe vender: reconhecível, assustador e irresistivelmente humano.

    Ethan Hawke como The Grabber em O Telefone Preto 2
    Ethan Hawke como The Grabber em O Telefone Preto 2.

    O marketing do medo

    A campanha de Telefone Preto 2 manteve o suspense até o fim.
    Nada de trailers longos ou clipes reveladores: apenas teasers curtos e outdoors com o telefone pendurado, lembrando que o medo é mais eficaz quando é sugerido.
    Nas redes, hashtags como #BlackPhone2 e #TheGrabber dominaram o X (Twitter) durante as prévias, enquanto influenciadores de cinema e terror no TikTok ajudaram a transformar o lançamento em evento.

    A força da Blumhouse e os números do medo

    A produtora de Jason Blum consolidou um modelo que mistura eficiência industrial e assinatura autoral.
    Filmes como Get Out, Sinister e o próprio Black Phone custaram menos de US$ 20 milhões e renderam múltiplos dessa cifra.
    Com Black Phone 2, o estúdio busca reafirmar o poder de um terror de conceito simples e execução de luxo.
    A projeção é que o longa ultrapasse facilmente os US$ 25 milhões no fim de semana de estreia, com margem para alcançar US$ 100 milhões globais.

    O Brasil e a nova onda do terror popular

    A Universal ainda não confirmou a data oficial por aqui, mas o lançamento deve ocorrer entre 24 e 31 de outubro.
    A escolha não é casual: o público brasileiro de terror vem crescendo de forma consistente.
    Nos últimos três anos, filmes como Terrifier 2 e O Exorcista do Papa mostraram que existe demanda local por experiências de medo coletivo — algo que O Telefone Preto 2 parece entender perfeitamente.

    Nosso Veredito

    A sequência não busca reinventar a roda — e esse é seu maior acerto.
    Derrickson entrega um filme de terror artesanal, sólido e consciente de sua própria simplicidade.
    A Blumhouse, por sua vez, reafirma sua identidade como o estúdio que transformou o medo em entretenimento popular sem perder elegância.

    Nesta sequência de O Telefone Preto, o horror não vem do sangue, mas do eco que fica quando a ligação termina.
    É sobre como o passado volta a tocar — e ninguém pode ignorar o som.

    Conclusão

    O retorno de Scott Derrickson mostra que a Blumhouse ainda detém o instinto para entregar entretenimento de qualidade.
    O Telefone Preto 2 abre o Halloween com força, revivendo um tipo de terror que assusta sem se explicar demais.
    A bilheteria inicial é só um sinal do que o filme representa: a confirmação de que o gênero segue vivo — e ainda tem voz para ser ouvida no meio da noite.

    Fontes & Referências

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      Gabriel Roesler

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