O Frankenstein (2025) de Guillermo del Toro virou o centro das atenções no BFI London Film Festival, reunindo Jacob Elordi, Oscar Isaac e Mia Goth em uma das estreias mais prestigiadas da temporada.
O evento marca o retorno de del Toro ao horror gótico, mas com uma roupagem emocional e visualmente arrebatadora.
O filme estreia mundialmente pela Netflix e promete redefinir o conceito de “monstro” no cinema moderno.
Será que o público brasileiro está pronto para um Frankenstein tão humano quanto assustador?
O espetáculo britânico
Na noite de 13 de outubro de 2025, o tapete vermelho do BFI LFF virou uma exibição de pura pompa. Jacob Elordi, Oscar Isaac e Mia Goth foram recebidos com flashes incessantes, enquanto del Toro posava com o sorriso de quem sabia que estava prestes a entregar um evento cinematográfico, não apenas um filme de streaming.
“O cinema ainda é o templo das emoções humanas”, declarou o diretor.

A estética trágica do novo monstro
Del Toro descreveu sua versão como “um poema sobre rejeição e criação”. O primeiro vislumbre do monstro de Jacob Elordi apresenta pele translúcida e olhar melancólico — um equilíbrio raro entre o belo e o grotesco.
O público britânico ficou hipnotizado pela mistura de escultura e dor que del Toro projeta na tela.
Críticos destacaram que o longa flerta mais com arte renascentista do que com terror puro, unindo o tom melancólico de A Forma da Água à brutalidade visual de Crimson Peak.

“A tragédia está no olhar da criatura, não em sua aparência.” — Guillermo del Toro.
O impacto no Brasil
Mesmo sem data exata confirmada no país, a estreia global pela Netflix em 7 de novembro garante que o público brasileiro não ficará de fora.
O burburinho internacional deve gerar uma forte busca por “Frankenstein del Toro Netflix”, tendência já detectada no Google Trends BR.
Além disso, o sucesso no LFF reforça a confiança dos estúdios em exibir títulos de prestígio no catálogo brasileiro.
O projeto impossível
Del Toro tentou filmar Frankenstein desde o início dos anos 2000 — e só agora, com liberdade criativa total, conseguiu concretizar sua visão.
A produção da Netflix conta com orçamento estimado em US$ 120 milhões, e a direção de arte foi feita sob supervisão direta do próprio del Toro.
Críticos apontam paralelos entre o filme e o romance original de Mary Shelley, destacando como o diretor traduz temas de criação, isolamento e culpa em pura linguagem visual.

Reações e críticas iniciais
👏 Elogios:
- Direção de arte elogiada como “hipnótica e monumental”.
- Elordi surpreende com interpretação contida e dolorosa.
- Mia Goth, novamente, rouba a cena como musa do terror contemporâneo.
❌ Críticas:
- Alguns veículos questionam se o filme “não é arte demais para o público médio da Netflix”.
- Outros temem que a lentidão narrativa ofusque a emoção visceral.
Conflito central: o belo versus o monstruoso.
Nossa Opinião: del Toro domina o equilíbrio, sua monstruosidade é poesia em movimento.
Distribuição e janelas
- Cinemas EUA: 17 de outubro de 2025
- Streaming global Netflix: 7 de novembro de 2025
- Brasil (parcial): estreia limitada prevista para 23 de outubro
Nosso Veredito
A Arena Geek analisa o entretenimento sem filtro, onde o hype encontra a crítica.
Del Toro não apenas revive um clássico: ele o reinventa com alma, textura e uma dor que pulsa em cada frame.
Conclusão
A première londrina de Frankenstein é mais do que marketing: é o renascimento do horror como arte.
Del Toro transforma um mito conhecido em uma jornada íntima sobre solidão, rejeição e a beleza de existir fora do molde humano.
O hype global é inevitável, mas a promessa é clara: um filme que fará o público se enxergar no monstro.







